MAPEAMENTO DO SANEAMENTO BÁSICO E DA POPULAÇÃO NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO SEMIÁRIDO MINEIRO

Wadson de Almeida Miranda
Carlos Magno S. Clemente
Giovana Rodrigues da Luz
Débora Pereira Passos
Renata Santos Pereira
Maria Ribeiro dos Santos
Nayara Mesquita Mota
Anna Regina
Tiago Carneiro
Chayene D. Fonseca Mota
Expedito José Ferreira

O termo saneamento, de acordo com a conceituação clássica inscrita no Manual de Saneamento de 1972, refere-se “o conjunto de medidas que visam a modificação das condições do meio ambiente, com a finalidade de promover a saúde e prevenir doenças”. Assim, entender o crescimento e as condições de vida em que a população se encontra se torna relevante para nortear futuras aplicações de políticas publicas.  E neste contexto, o desenvolvimento de estratégias governamentais, como os pólos de inovações, entre outras, são iniciativas pertinentes para o conhecimento da realidade socioambiental de determinada região. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar a evolução do saneamento básico em relação à população residente na área  do Semiárido Mineiro, no período de 2000 a 2010, contemplando um total de 188 municípios espacializados nas regiões do Norte de Minas,  Vale do Jequitinhonha,  Vale do Mucuri, e parte da Região Centra de Minas Gerais.  As diretrizes metodológicas envolvem a utilização da base de dados dos censos demográfico de 2000 a 2010, disponibilizada pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a análise da evolução do saneamento básico e da população, utilizando-se como suporte o Sistema de Informação Geográfica – SIG e as representações cartográficas ancoradas a um sistema de coordenadas. Deste modo, foi realizado o armazenamento, cruzamento e, posteriormente, procedidas a representação das informações em mapas e gráficos. As análises dos dados possibilitaram inferir que houve um crescimento da população, bem como das taxas de saneamento das regiões trabalhadas, em relação a ano de 2000. Entretanto, os resultados encontrados ficaram aquém do esperado. Dos 188 municípios analisados, constatou-se que 62, ou seja, 32,98% apresentaram crescimento populacional negativo e a metade (94 municípios) teve uma taxa de crescimento no intervalo de 0 a 10%. Quanto ao saneamento básico, 12 municípios apresentaram uma taxa negativa de crescimento, o que corresponde a 6,38%, enquanto 73 municípios, que correspondem a 38,83% do total, apresentaram crescimento entre 0 a 10%. Analisando a média total da taxa de crescimento da população e do saneamento básico para os municípios que estão entre 0 a 10%, verifica-se que a população teve um aumento de 41,11%, enquanto a taxa de crescimento de saneamento foi de 33,30%. No intervalo de crescimento de 10,01 a 20% a população teve crescimento médio de 14,97% e o saneamento básico foi 38,86% do total analisado. Ao se analisar individualmente as regiões trabalhadas  verifica-se que as reais desigualdades aparecem e evidenciam   que a melhoria dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, coleta de lixo e drenagem urbana,  são objetivos a serem alcançados  pelos municípios na busca de uma melhor qualidade de vida para as populações das regiões.


 

 Trabalho Completo