ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA LITERATURA SOBRE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

Paula Margarita Andrea Cares Bustamante

Ao longo das últimas décadas têm ganhado destaque a literatura que procura analisar a evolução da competitividade das micro e pequenas empresas (MPEs) inseridas em arranjos produtivos (APLs) na indústria brasileira. Com base na literatura internacional sobre o desenvolvimento de MPEs, a REDESIST ( Rede de Pesquisas em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais) desenvolveu nacionalmente o conceito de – Sistema Produtivo e Inovativo Local (SPL) e Arranjo Produtivo Local (APL) - que destacam as peculiaridades de países em desenvolvimento, especificamente as do Brasil, como baixa qualificação da mão-de-obra, elevado grau de informalidade das firmas, pequeno nível de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) por parte de instituições públicas/privadas, bem como em laboratórios de pesquisa. O referencial teórico que norteia a discussão sobre APL no Brasil é a literatura neo-schumpeteriana sobre sistemas de inovação e sua vertente evolucionista sobre o caráter endógeno que assume o processo de mudança tecnológica. À luz dessas considerações o trabalho objetiva analisar a evolução do pensamento evolucionista desde a obra seminal de Schumpeter sobre desenvolvimento econômico até a literatura neoschumpeteriana sobre inovação tecnológica, analisando os aspectos em comum bem como os pontos divergentes. Especificamente será abordado o aspecto da proximidade territorial e a interação entre MPEs para o desenvolvimento de novas tecnologias, que são traduzidas em vantagens competitivas e inovativas.


 

Trabalho Completo