GTs

1. A Economia social e solidária para que desenvolvimento?

Coordenadores: prof. Dr. Casimiro Balsa, profa. Dra. Luciene Rodrigues


A economia social e solidária, quaisquer que sejam os seus níveis de formalização ou os seus modos de legitimidade, podem apresentar-se apenas como soluções pontuais para resolver problemas criados pela lógica ou pela inépcia das economias capitalistas; mesmo assim, elas podem estar na origem de um processo pedagógico e visar a integração social de indivíduos ou de comunidades. Mas a economia social e solidária pode igualmente referir-se a outros modos de produção, de troca e de relações sociais alternativos. Provavelmente que as empresas de economia social e solidária se movem, de acordo com uma geometria variável, num sistema de possibilidades e de constrangimentos comportando essas diferentes finalidades. Pode colocar-se, então, a questão de saber como podem ser gerenciadas orientações de ação que podem ser contraditórias entre si. Aliás, é possível que estas contradições só existam, ou se manifestem, quando se cruzam os diferentes níveis da ação que podem ser considerados (sistema social envolvente, comunidades de pertença ou esfera de ação individual); ou quando se considera a coexistência e interdependência, no plano das comunidades de referência ou no seio das famílias, entre inserções em mercados de trabalho relevando de lógicas diferentes; ou quando se consideram os diferentes tempos da ação (proteção e segurança no longo termo, aspirações que se projetam no médio prazo ou respostas a situações de urgência); ou quando são equacionados, ainda, os espaços onde se inscrevem as finalidades (entre o local e o global, de qualquer forma interdependentes...)…

O Grupo de trabalho pretende oferecer um espaço de reflexão. A partir de experiências de terreno ou de sistematizações teóricas, que visem esclarecer as tensões associadas ao projeto da economia social e solidária, as dinâmicas que resultam das ações e os sentidos que elas podem ter aos diferentes níveis que forem considerados.

2. Estigma e desagregação do laço social

Coordenadores: prof. Dr. Antônio Dimas Cardoso, profª Dra. Patrícia Neves Guimarães

O conceito do estigma e sua internalização pelos indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Formação de padrões de contatos ordinários e conseqüências emocionais, cognitivas do preconceito, discriminação, desfiliação e naturalização de desigualdades em relações sociais de espaço.

3. Direitos Humanos, Políticas Sociais e Pobreza

Coordenadores: profa. Dra. Luci Helena Silva Martins, profa. Dra. Regina Célia Caleiro, prof. Dr. Anelito de Oliveira

Ementa: A condição humana na periferia do capitalismo. Pobreza e subjetividade. A ação política, os direitos humanos, as políticas sociais e os processos de democratização. Os movimentos sociais e a emergência de uma nova noção de cidadania. A tensão entre público e privado e a fissura entre estado e sociedade. As novas formas de participação popular e legitimação democrática: orçamento participativo, conselhos gestores, organizações da sociedade civil, ONGS e controle público do estado.

4. Desenvolvimento, gênero e geração

Coordenadoras: profa. Dra. Kimberly Marie Jones, profa. Dra. Maria da Luz Alves Ferreira


Análise de questões que emergem na sociedade contemporânea observadas na relação entre desenvolvimento, gênero e/ou geração. Desenvolvimento e políticas de empoderamento. Organizações, grupos e redes a partir das perspectivas de gênero e/ou geração para o desenvolvimento local, regional e nacional.

5. Desenvolvimento e educação

Coordenadoras: profa. Dra. Maria Helena de Souza Ide, profa. Dra. Sarah Jane Alves Durães

Análise de relações entre desenvolvimento e educação. Estratégias (inter)governamentais para o aumento do índice de escolaridade da população. A importância da educação, especialmente a escolar, no atual cenário mundial. Investimentos em educação (pública) e desenvolvimento econômico e social.

6. Indicadores de desigualdade social e desenvolvimento socioeconômico

Coordenador:  prof. Dr. Luiz Antonio de Matos Macedo

Trata-se de discutir indicadores quantitativos de desenvolvimento e desigualdade, sejam unidimensionais (como, por exemplo, renda per capita e índice de desigualdade de Gini), sejam multidimensionais (como, por exemplo, IDH e indicadores multidimensionais de privação), principalmente no que concerne à articulação entre as variáveis que capturam condições médias (ou medianas) de uma sociedade e aquelas que capturam a desigualdade entre seus membros em termos das mesmas condições.

7. Educação e relações étnico-raciais

Coordenadoras : profa Dra. Maria Helena de Souza Ide,  profa. Ms. Maria Railma Alves, profa. Ms. Mônica Maria Teixeira Amorim

Educação, relações étnico -raciais e a Lei 10639/03. Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira.O Estatuto da Igualdade Racial e o direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer. Democracia, educação e relações étnico-raciais.

8. A cidade: políticas públicas e os territórios da Política

Coordenadores: profa. Dra. Simone Narciso Lessa, profa. Dra. Anete Marilia Pereira Ferreira, Prof. Dr. Marcos Esdras Leite

 

Ementa: A cidade tem se constituído como habitat do homem moderno e território da política na sociedade contemporânea. O processo de urbanização que deslanchou nos últimos séculos ganhou mais corpo nas últimas décadas, momento da história no qual a maior parte da população do planeta passou a morar nas áreas urbanas. A aglomeração da população, antes dispersa, tem gerado problemas que imbricam nas questões urbanas, culturais e sociais. O padrão de desenvolvimento desenhado pela nossa sociedade é essencialmente urbano e industrial suscitando, numa perspectiva crítica, uma série de questionamentos e um amplo campo que se abre cada vez mais. A cidade é um tema global, entretanto, o lugar, o local têm seu suporte territorial nas áreas urbanas. O lugar da p olítica, o território onde a política se dá, mesmo na perspectiva municipal como o espaço do urbano e do rural, a ação do estado nas políticas públicas e os novos padrões de gestão e governança são os temas que trataremos neste grupo de trabalho. O debate dos aspectos que interferem na forma urbana, na habitabilidade e qualidade de vida é de grande importância no âmbito do debate do campo do desenvolvimento, em particular do desenvolvimento socioambiental.

9. (Des)igualdades e ambiente: conflitos socioambientais

Coordenadoras: profa. Dra. Ana Paula Glinfskoi Thé, profa Ms. Isabel Cristina Barbosa de Brito, profa. Ms. Felisa Cançado Anaya

Ementa: O GT tem como foco central a discussão sobre a configuração contemporânea de conflitos socioambientais, reunindo estudos sobre as diferentes formas de percepção, acesso, domínio e gestão da natureza, considerando as relações de poder e de desigualdades daí decorrentes; os processos de desterritorialização e de afirmação e construção de territórios, tanto nos processos de instalação de projetos de desenvolvimento, de caráter governamental ou envolvendo a iniciativa privada, quanto na efetivação de unidades de conservação que impliquem no deslocamento de populações e/ou na interdição de uso por parte de grupos sociais; a configuração de atores sociais que se consolidam como tal ou emergem das experiências conflitivas; a relação entre a legislação ambiental e territorial e políticas públicas dela decorrentes com os conflitos socioambientais e com a afirmação de novas t erritorialidades (terras de quilombos, Reservas Extrativistas, Reservas de Desenvolvimento Sustentável, etc.) e atores sociais.